cmais+ O portal de conteúdo da Cultura

José Mariano Beltrame

Programa exibido em 28 de novembro de 2011

Beltrame falou sobre a repressão ao tráfico no Rio de Janeiro, ocupação da favela da Rocinha, corrupção na polícia, instalação das UPPs (Unidade de Polícia Pacificadora) e segurança durante a Copa do Mundo.

Transcrição

“Sem dúvida nenhuma tem muita coisa para ser feita”, declarou o Secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, no Roda Viva da segunda-feira, 28 de novembro.

Formado em administração de empresas e direito. Começou na Polícia Federal e lá pegou gosto pelas investigações. Hoje, como um dos responsáveis pela segurança do Rio, Beltrame tem comandado a ocupação de comunidades dominadas por traficantes.

“Aquela comunidade, que viveu durante décadas naquele regime, tem que perceber que é melhor estar do lado do Estado. No Rio de Janeiro não basta ser traficante, tem que ser dono do território. Tiramos o chão deles. Se essas pessoas (traficantes) saem desses lugares (comunidades) elas ficam muito vulneráveis”.

Sobre o ex-chefe do tráfico da Rocinha, Antônio Francisco Bonfim Lopes – o Nem -, o secretário afirma que antes de ser preso o traficante blefou para a polícia o ano todo. “Várias informações chegavam de que ele iria se entregar. A Polícia Civil tinha a informação de que isso ia acontecer, mas a Polícia Militar não. Nem foi preso e tem muita gente para ser presa”.

Para Beltrame, é preciso ocorrer uma melhoria na polícia. “Eu sou a favor da unificação das polícias, mas estamos muito longe disso. Pela história que nós temos eu acho que esse é um processo. Uma (polícia) é do balcão para fora, outra do balcão para dentro”.

Sobre o salário da polícia o secretário questiona: “Que mal tem pagar bem um policial. Quem mal tem pagar bem o professor e um médico. Este é um problema nacional”.

Comentários

voltar ao topo