Jornalista desde 1969, trabalhou como repórter e crítico de cinema para vários revistas e jornais. Criou a Mostra Internacional de Cinema em 1977
Leon Cakoff, pseudônimo de Leon Chadarevian, era de origem armênia e nasceu em 1948. Formou-se em São Paulo na Escola de Sociologia e Política, em 1972, com especialização em Antropologia. Jornalista desde 1969, trabalhou como repórter e crítico de cinema para várias revistas e jornais.
Criou a Mostra Internacional de Cinema em 1977, à frente do Departamento de Cinema do Masp, onde realizava um trabalho de resistência e cineclubismo de muito sucesso. Como jornalista e diretor da Mostra, foi um crítico de cinema combativo contra a censura que impedia no Brasil a liberdade de expressão nos anos da ditadura militar.
A Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que codirige com Renata de Almeida, completou em 2010 seu 34º ano consecutivo de realização, tornando-se o maior evento do gênero na America Latina e seguindo fiel à sua vocação em defesa da liberdade de expressão e da diversidade cultural.
No dia 14 de outubro de 2011, Leon faleceu aos 63 anos de idade, vítima de câncer. Ele lutava contra a doença desde 2010. Seu corpo foi velado no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, e cremado no Memorial Parque Paulista, em Embu das Artes/SP.
"Volte Sempre, Abbas!", codirigido com Renata de Almeida, é o seu primeiro curta-metragem, selecionado para o 56° Festival de Veneza de 1999.
Publicou pela Mostra o livro “Gabriel Figueroa – O Mestre do Olhar” (1995) e “O Afeganistão”, de Mohsen Mahmalbaf (2001). O projeto editorial prossegue com a parceria da editora Cosac Naify, que já lançou “Aleksander Sokúrov” (2002) e “Pier Paolo Pasolini” (2002); “O Anticinema de Yasujiro Ozu” (2003) e mais “Abbas Kiarostami”, “Amos Gitai” (2004), “Manoel de Oliveira” (2005), “O Cinema Político Italiano – 1960-1979” (2006), “A Rampa”, de Serge Daney (2007), Luis Buñuel (2008). Em 2009 foi lançado o primeiro livro da série “Os Filmes da Minha Vida” com a Editoria Imprensa Oficial. Em 2010 lançou “À Espera do Tempo – Filmando com Akira Kurosawa, de Teruyo Nogami (Cosac Naify) e “Cinema de Seduções – Os Filmes da Minha Vida 2” (Imprensa Oficial).
Produziu em 2004 o documentário de longa-metragem “Bem-Vindo a São Paulo”, com vários diretores convidados de renome internacional. Em 2006, o ano comemorativo dos 30 anos de criação da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, escreve e co-edita também o livro “Cinema Sem Fim – A História da Mostra - 30 Anos” (Imprensa Oficial) e escreve o livro de crônicas de viagens “Ainda Temos Tempo” (Cosac Naify).
Produziu e atuou no curta-metragem “Do Visível ao Invisível”, dirigido pelo mestre português Manoel de Oliveira, que foi convidado para abrir o 65o Festival de Veneza em 2008. Este curta é parte integrante do longa-metragem “Mundo Invisível” que tem a participação de nomes consagrados como Atom Egoyan, Theo Angelopoulos, Wim Wenders, Hector Babenco, Isay Weinfeld, Gianvittorio Baldi, Marco Becchis , Maria de Medeiros e Jerzy Stuhr, entre outros.
Em maio de 2010, o filme coproduzido pela Mostra Internacional de Cinema “O Estranho Caso de Angélica”, com direção de Manoel de Oliveira, foi o filme de abertura da seção Un Certain Regard do Festival de Cannes. Também para 2010 prepara para o mês de outubro a Mostra Internacional de Cinema, sendo ela a 34a edição consecutiva de um evento que sempre defendeu a liberdade de expressão, o conhecimento e a aproximação de outras culturas, a diversidade cultural e a formação de novas platéias. A 34ª Mostra atingiu um número recorde de espectadores mais de meio milhão entre o público dos cinemas, o evento Metropolos no Parque do Ibirapuera e as exposições de Wim Wenders e Akira Kurosawa.
Na televisão tem em parceria com a Fundação Padre Anchieta o projeto ‘Mostra Internacional de Cinema na Cultura’, importante canal de difusão do melhor do cinema mundial.
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