‘Dobras’ se passa em espécie de porão

Espetáculo de dança renuncia o palco para discutir questões que sobre vida e morte

Thábata Mondoni Espetáculos & Cia

06/07/12 15:01 - Atualizado em 06/07/12 15:04

DobrasUm espetáculo de dança contemporânea que discute a vida e a morte dentro e fora do corpo está em cartaz no do SESC Pinheiros. ‘Dobras’ é fruto de uma parceria entre a coreógrafa Vera Sala e Wellington Duarte, que nasceu de uma provocação de repertório. “Porque cada um tem uma trajetória na dança e eu convidei o Wellington para um provocar o outro. No primeiro momento nós achamos que seriam dos espetáculos. Mas acabou que foi confluindo para um único trabalho”, explica Vera.

Dançarina conceituada e coreógrafa pesquisadora há cerca de 24 anos, Vera conta que a quebra de fronteiras entre vida e morte e discussão do corpo animado e inanimado são questões que permearam todas as suas obras e agora permeiam em ‘Dobras’. “Quando eu falo dessa potência de vida e morte, o ‘Dobras’ é muito esse lugar de existir, desistindo e insistindo”.

O espetáculo faz parte do projeto ‘Fora do Palco’, no qual espetáculos de dança buscam ocupar espaços alternativos, com obras adequadas à arquitetura do local, chamadas de "site specifics". A coreógrafa explica que o mesmo ocorreu com ‘Dobras’, uma apresentação que não funciona em um palco aberto. “Ela precisa de um espaço comprido, como se fosse um porão”. A ideia de fazer a obra em um espaço como esse surgiu logo no início do trabalho.  

‘Dobras’ fica em cartaz até o dia 18 de julho, nas terças e quartas, às 21h.

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