Com 30 livros publicados no Brasil e no exterior, Angela Lago divide sua atenção entre a literatura e as artes gráficas.

A autora mineira que ilustra seus próprios livros. Angela Lago é disléxica e afirma que teve muitas dificuldades na escola. Hoje se lembra que escrevia e ilustrava poemas já com sete anos de idade. Durante a vida adulta, começou fazendo poemas concretos, que logo viraram desenhos e, com isso, voltou o desejo de desenhar.
Atualmente está trabalhando com tradução que, segundo ela, e é um ótimo exercício para os disléxicos. Os assinantes de seu Facebook são presenteados com alguns trechos que Angela traduz e acha interessante, assim como ideias soltas que lhe ocorrem.
Ao levar esses pensamentos para o mundo virtual, ela percebeu que seu texto não vai caber apenas no universo infantil e que vai chegar uma hora em que ela vai se dedicar a outras temáticas.
Angela se considera encantada pela tecnologia, mas nostálgica em relação aos livros. Mesmo trabalhando bastante com arte digital, ela diz que sempre quer lembrar que livros são feitos de papel e das diferenças que isso implica em relação ao que se vê na tela do computador. Ela afirma: “Assim como o teatro se modificou pelo cinema, ficou ainda mais teatro, a ilustração será assim com as novas mídias”.
Apesar de ser ateia é possível notar a espiritualidade e um olhar metafísico em seus livros. Aproveitando o seu mais recente trabalho de tradução ela diz: “Meu deus parece com o deus de Rilke”.
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O Entrelinhas conversa com um dos nomes mais importantes da literatura infantojuvenil brasileira.
Um dos nomes mais importantes da literatura infantojuvenil brasileira, a mineira Angela Lago é uma escritora que ilustra os próprios livros e uma ilustradora de narrativas sem palavras.
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